<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-14459061</atom:id><lastBuildDate>Sat, 21 Feb 2009 08:02:37 +0000</lastBuildDate><title>pérolas aos porcos - 2.0</title><description></description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (André F.)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-14459061.post-113115268822538560</guid><pubDate>Sat, 05 Nov 2005 01:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-04T23:04:48.233-02:00</atom:updated><title>epílogo.</title><description>lembra quando eu escrevi que antes o tempo era nosso e que o tempo agora é seu? pois é, parece que eu adivinhei. vou levantar meu cartaz "EU JÁ SABIA" e me afogar nessa cama que também já foi nossa e que agora é minha e só minha.e eu não sei se é a diferença de idade, ou melhor, se é a tão falada "maturidade", mas o fato é que eu não vejo as coisas tão complicadas como você as apresenta, eu te amo, você me ama, e isso é simples, porra!, complicadas são as pessoas, e elas estavam em um patamar tão abaixo do nosso, né? nós descemos, caímos das nuvens em que caminhávamos felizes como em um conto de fadas, e eu nunca havia encontrado alguém em quem eu podia confiar tanto a minha felicidade, porque você nunca me deu um motivo sequer pra chorar ou ao menos fechar a cara ao seu lado, você, sempre tão positiva e otimista, eu, o obscuro e pessimista, um triste por natureza, cético. a gente se completava e isso não era um clichê, apenas era, sem porquê. e agora nós descemos das nuvens, saímos daquele estado de ilusão, e isso nunca me pareceu ruim, porque você ainda estava ao meu lado e me dava força, levantava meu astral. o erro todo foi meu, afinal, satisfeito e conformado, fechei os olhos e não percebi que você também precisa de força, de alguém pra levantar o seu astral, e agora que você cansou de esperar por uma atitude minha talvez vá procurar essa mão em outra pessoa, uma dessas que estava em um patamar abaixo do nosso, mas que agora está no mesmo nível porque nós descemos, você sabe, e vai tentar voltar àquele estágio em que só cabíamos nós, em que só nós poderíamos estar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14459061-113115268822538560?l=aos-porcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/2005/11/eplogo.html</link><author>noreply@blogger.com (André F.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-14459061.post-112969195028550899</guid><pubDate>Wed, 19 Oct 2005 03:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-19T01:20:54.030-02:00</atom:updated><title>'cause we're making history.</title><description>e se não bastasse este cinzeiro, o mesmo que você me deu de presente sem nenhuma data em especial, agora cheio de bitucas, quase um maço inteiro de marlboro light e hollywood mentolado, sobre uma nota pouco gasta de vinte reais recebida de troco de um cartão pré-pago de celular, eu te liguei, e ouvir sua voz era como tomar uma ducha quente de manhã quando o frio parece que vai te quebrar os ossos, e sua voz dizendo que odeia mnhas comparações clichês era como o gás acabando de repente, e eu só queria ter tempo, porque o tempo era nosso, sempre foi, e não será mais, porque você não quer, o tempo agora é seu, e seu sem mim, e já não há mais aquele instante poético e vertical do bachelard, e se já não bastasse tudo isso, esse pretérito perfeito imperfeito, ainda me acabam os cigarros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14459061-112969195028550899?l=aos-porcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/2005/10/cause-were-making-history.html</link><author>noreply@blogger.com (André F.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-14459061.post-112952151675830721</guid><pubDate>Mon, 17 Oct 2005 04:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-17T01:58:36.766-02:00</atom:updated><title>definição negativa.</title><description>me diz o que é que falta, aquilo que não se escreve em ímãs de geladeira, porque ontem mesmo a gente tinha tudo, a gente era tudo, ímã e cinema, como um filme sem fim definido, sem gênero definido, e de repente esse gancho pra um final mal resolvido, quando não se sabe se vai ou não haver continuação, e justo a gente que odeia trilogias, porque as seqüências nunca têm a magia do primeiro filme, da primeira cena, você de faixa na cabeça, eu de cabelo despenteado - e embora isso tenha mudado muito, mudou pouco, você entende.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14459061-112952151675830721?l=aos-porcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/2005/10/definio-negativa.html</link><author>noreply@blogger.com (André F.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-14459061.post-112904917718423440</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2005 21:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-11T13:47:48.873-03:00</atom:updated><title>sobre a tatty ou ocaso de inverno.</title><description>o céu alaranjado riscado de sol distante no horizonte, ofuscando a vista da menina cuja altivez não se esgotava mesmo com todos os buracos na calçada e lanhos no meio-fio. ela, que seguia, deteve-se a contemplar. seu esplendor desperto com o fulgor obstinado do sol, como imagem e reflexo prestes a se encontrar na superfície. ela era a protagonista; ele tanto sabia que se pôs, resignado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14459061-112904917718423440?l=aos-porcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/2005/10/sobre-tatty-ou-ocaso-de-inverno.html</link><author>noreply@blogger.com (André F.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-14459061.post-112675491892864785</guid><pubDate>Thu, 15 Sep 2005 03:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-09-15T00:28:38.933-03:00</atom:updated><title>boi preto</title><description>mesmo por baixo da mesa e com todos nossos amigos em comum ao lado, mesmo com tuas mão ocupadas acendendo um cigarro, mesmo com a conversa monótona sobre política/futebol/religião a que estávamos alheios, mesmo com o sol a derreter o asfalto e com o alívio insuficiente do chopp no copo embebido em suor, mesmo com a hora a provocar os sentidos e com o álcool a desorientar os pensamentos, mesmo com a música distorcida e mesmo ainda que nem ao menos lembrasse teu nome, tu olhavas-me como eu te olhava e eu enxergava-me em teu olhar, e sentia tuas mãos segurando meu quadril uma última vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14459061-112675491892864785?l=aos-porcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/2005/09/boi-preto.html</link><author>noreply@blogger.com (André F.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-14459061.post-112664551206634066</guid><pubDate>Tue, 13 Sep 2005 21:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-09-13T18:05:12.070-03:00</atom:updated><title>bate-bola</title><description>certo, eu confesso: aquela pergunta assim, disfarçada de inocente, era como um bate-bola fantasiado de menino de sete anos a pedir doces na porta de casa. eu tentei disfarçar até, mas ficou artifical, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14459061-112664551206634066?l=aos-porcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/2005/09/bate-bola.html</link><author>noreply@blogger.com (André F.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-14459061.post-112422590117959689</guid><pubDate>Tue, 16 Aug 2005 22:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-08-16T19:14:37.213-03:00</atom:updated><title>madeira de lei</title><description>&lt;em&gt;(as injúrias ressoavam à surdina pelos corredores, mas eu sequer as prezava - já não tinha mesmo por mim qualquer deferência, falta esta de respeito evidenciada pela barba regularmente por fazer e a palidez típica da apatia constante)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;duas horas da manhã e essa música repetia continuamente no volume intermediário. o vizinho ao lado já havia desistido das reclamações e batidas com a ponta do cabo da vassoura na parede em comum logo após eu adormecer no sofá, cigarro aceso e roupão sem nó. o gelo do uísque derretera completamente e a água condensada do copo manchara a mesa de centro, de madeira de lei - talvez a minha esposa não vá gostar, mas não a resta credibilidade alguma para argumentar depois da terceira noite seguida fora de casa, trabalhando: &lt;em&gt;"você compreende, final de mês e orçamento pra fechar..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;pé ante pé, sábado já amanhecido, eis que surge o encantamento personificado em minha mulher, como em um sonho não interrompido. em um instante, a expressão da beleza é desfeita pela ira ao notar a marca no assoalho queimado pela bituca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(eu era aquele cigarro então largado no chão: abandonado, prostrado, sucumbido, extinto - mas já não convinha explicar a metáfora)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14459061-112422590117959689?l=aos-porcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/2005/08/madeira-de-lei.html</link><author>noreply@blogger.com (André F.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-14459061.post-112390705540427443</guid><pubDate>Sat, 13 Aug 2005 04:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-08-13T01:24:15.410-03:00</atom:updated><title>meretrícula</title><description>vendo-te assim, vendada e vendida, custa-me crer o custo por que te sujeitaste a este sujeito sujo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14459061-112390705540427443?l=aos-porcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/2005/08/meretrcula.html</link><author>noreply@blogger.com (André F.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-14459061.post-112127822490637464</guid><pubDate>Wed, 13 Jul 2005 18:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-07-13T15:13:50.900-03:00</atom:updated><title>distorcida</title><description>porque nada é complicado assim como você enxerga distorcida a vida mas o que eu chamo de vida talvez não seja o que você chama e se é tudo meio inominável eu creio que não há uma realidade nem ao menos uma pseudo-realidade e esse termo que você tanto gosta de usar nas suas cartas e falar com toda pompa enchendo a boca mesmo como naquele dia do discurso de formatura em que eu vou transpirar feito um porco no auditório lotado e meia dúzia de linhas mal escritas às pressas não serão mais suficientes pra preencher uma lacuna de solidão dentro de você e tampouco disfarçar o vazio da sua cabeça como o vazio do meu estômago sem fome e dolorido de tabaco (ponto)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14459061-112127822490637464?l=aos-porcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://aos-porcos.blogspot.com/2005/07/distorcida.html</link><author>noreply@blogger.com (André F.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>